Próximo na fila de atualizações da Fiat, a nova geração do Fastback já começa a revelar mais detalhes de seu visual na Europa, onde será derivado direto do novo Grande Panda (o futuro Argo 2027). E, tal qual o hatch com ares retrô, o modelo apostará bastante em elementos pixelados.
Sendo o flagra mais revelador até o momento, as imagens obtidas pelo perfil @fca_fan_brazil mostra mais detalhes do formato da carroceria, que continuará com estilo cupê, e da familiaridade do modelo com o novo hatch da italiana. O grande destaque fica para as novas lanternas traseiras, que ficarão na parte superior da tampa.
Confirmando boa parte do visual antecipado pela projeção dos nossos colegas do Motor1.com Itália, o novo modelo agora conta com linhas bem mais retas e arcos de roda destacados. Em parte, deverá resolver o visual um tanto desproporcional do atual Fiat Fastback, que é derivado da arquitetura do Cronos.
Na dianteira, os faróis full-LED lembram os do Grande Panda, porém mais finos e modernos, com extensões em formato de “lágrima”. A grade frontal fechada deve adotar o mesmo padrão pixelado da linha e o emblema retrô da Fiat. A porção inferior do para-choque exibe uma ampla entrada de ar e um skid plate metálico.

Foto de: @fca_fan_brazil

Foto de: Motor1.com
De lado, o possível Fiat Fastback mostra para-lamas esculpidos, maçanetas convencionais e proporções próprias – diferentes até mesmo do Citroën Basalt, seu “primo” técnico. Já a traseira mantém o grande destaque do conceito original: o teto cai de forma suave em direção à tampa, formando uma verdadeira linha fastback.
Já no interior, chama atenção por se distanciar do Grande Panda e de modelos irmãos como o Opel Frontera e Citroën Aircross. Nos protótipos flagrados até agora, combina um quadro de instrumentos digital compacto com uma central multimídia maior, ao centro.

Foto de: @fca_fan_brazil
Há acabamento em material que imita couro no painel, console central com molduras em preto brilhante e uma fileira de botões físicos abaixo da tela. O câmbio automático parece ser o mesmo usado em outros carros da Stellantis, e o volante de dois raios repete o formato do Opel Frontera. Os bancos têm desenho novo, com estofamento em padrão quadriculado e apoios de cabeça semi-integrados.
Desenvolvido agora com foco global, o novo SUV cupê terá missão dupla dentro da Fiat. Ele influenciará diretamente o sucessor do Fastback vendido hoje, além de entrar em uma lacuna até então não explorada pela Fiat na Europa, atuando como uma alternativa a família Tipo, que já tem data para dar adeus por lá.

Foto de: @fca_fan_brazil
Sua base, tal qual a nova geração do Argo, será a versão nacional da Smart Car, que já está presente nos Citroën C-Cubed (C3, Basalt e Aircross) além dos Peugeot 208 e 2008. Para a Europa, tal qual outros carros desta base, deverá contar com propulsores híbridos e uma versão elétrica. Já por aqui, nossa aposta é na manutenção do atual 1.0 T200 em configuração híbrida leve, já presente na geração atual e que vem ganhando espaço nos carros com essa plataforma.
Ainda que utilize a mesma base da linha Citroen, o novo Fastback deve continuar sendo produzido em Betim (MG), visto que com a fabricação do novo Argo por lá, a planta estará atualizada para receber seus derivados diretos. Vale lembrar, também, que o grupo Stellantis prepara ainda para 2026 o lançamento do Avenger, que será feito em Porto Real (RJ) e tem potencial para ocupar boa parte da linha de produção carioca.
Chega quando?
A expectativa é que a primeira derivação do Grande Panda seja apresentada ainda em 2026 na Europa, possivelmente utilizando o nome Panda Fastback. Após seu lançamento, a Fiat planeja ainda um SUV mais tradicional, que também será derivado do Panda, com traseira quadrada e maior capacidade de porta-malas, modelo que pode inclusive resgatar o nome Multipla.

Vendido como Grande Panda na Europa, novo hatch global da Fiat manterá nome de Argo no Brasil
Foto de: Fiat
Já por aqui, as atenções da italiana estão no lançamento da versão nacional do Grande Panda, que utilizará o nome de Argo. Ele terá muito do Grande Panda, mas com mudanças visuais e, provavelmente, menos cores e texturas contrastantes, como ocorre no carro à venda na Europa.
Outra mudança será nas estamparias. Espere por mudanças nos tecidos, nas opções de carroceria e outras nuances, que devem ser mais conservadoras no modelo feito por aqui. A versão disponível no Velho Continente também traz o nome “Panda” em baixo relevo nas chapas das portas, algo que não faria sentido com a utilização do nome Argo por aqui.
