Há um buraco na linha da Porsche 911, o espaço deixado pelo GT3 RS, praticamente um carro de corrida que pode andar nas ruas. Brutal na estética e na mecânica, ela deve voltar ao catálogo ao longo de 2026.
Praticamente todos os elementos da geração anterior devem permanecer no lugar, como mostram os flagras publicados no perfil do Instagram Stéphan Barral, confirmando a inspiração de pista do esportivo alemão. Assim, se no visual haverá várias confirmações, por baixo pode estar a verdadeira revolução.
Adeus ao motor aspirado?
Segundo alguns rumores, o novo Porsche 911 GT3 RS pode abandonar o motor aspirado em favor do novo T-Hybrid, estreado pelo novo 911 GTS e também adotado pelo Turbo S. No primeiro caso, ele entrega 540 cv; no segundo, chega a 711 cv. A decisão de dar o salto para a sobrealimentação não viria tanto da intenção de elevar o patamar de desempenho, mas sim de atender às normas de emissões Euro 7, garantindo ao GT3 RS a possibilidade de continuar existindo, em vez de sair de linha.
O novo powertrain T-Hybrid da Porsche parte do clássico boxer de seis cilindros, que passou de 3,0 para 3,6 litros, com 485 cv e 58,1 kgfm com um único turbocompressor, apoiado por um motor elétrico montado entre a roda do compressor e a roda da turbina, que consegue fazer o turbo girar de forma independente ao fluxo de gases e reduzindo os atrasos de resposta.
O turbocompressor eletrificado também atua como gerador, oferecendo 15 cv (11 kW) de potência. A bateria é de íons de lítio, com 1,9 kWh, e também alimenta um segundo motor elétrico síncrono de ímãs permanentes, com 54 cv (40 kW) e 15,3 kgfm, integrado ao novo câmbio de dupla embreagem PDK de 8 marchas.
Esse conjunto, portanto, poderia ser adotado também pela Porsche 911 GT3 RS 2026, resta saber com qual nível de potência. A sugestão de que há uma unidade turbo também aparece em um vídeo gravado em Nürburgring, no qual o esportivo alemão é acompanhado por um som bem mais grave e rouco do que o do boxer aspirado.
O teste do Porsche 911 GT3 RS
