Ainda em maio, a Volkswagen mostrou a inédita Tukan pela primeira vez. Porém, a picape ainda estava camuflada e poucas informações oficiais foram reveladas. Mas um novo flagrante do modelo foi publicado pelo perfil BF///MS dando ao menos algumas informações a respeito da carroceria de cabine simples, que será mais acessível, voltada ao trabalho e com a mira já travada na Fiat Strada.
De acordo com o perfil, a VW Tukan de cabine simples apareceu em Ribeirão Preto (SP) e parecia acompanhada por uma unidade de cabine dupla, uma Amarok e unidades da Fiat Strada. A presença da rival é um indício de que, ao menos para as versões de trabalho da nova Tukan estariam usando a Strada como referência.
O que já sabemos da VW Tukan?
A nova Tukan apostará em volume. A base será a mesma dos atuais compactos da marca, a MQB, que vai do Polo Track ao T-Cross. Não será com a picape que a marca estreará a atualização dessa plataforma, chamada de MQB37, e que foi desenvolvida para sistemas eletrificados mais complexos.
De qualquer forma, a nova picape já nascerá híbrida, do tipo MHEV – como já acontece na Fiat Toro -, ao menos em suas versões superiores. Por falar nelas, a picape feita em São José dos Pinhais (PR) estreará o 1.5 TSI, evolução do atual 1.4 turbo flex encontrado nos carros mais caros que a marca faz por aqui, mas com um sistema híbrido leve de 48 volts.

Flagra VW Tukan cabine simples em Ribeirão Preto (SP)
Foto de: BFMS
Já para as configurações de entrada, trabalha-se com a possibilidade de que a Tukan vire, em algum momento, a substituta da atual Volkswagen Saveiro. A picape menor já é veteraníssima no mercado e é a última ainda produzida sobre a plataforma do finado Gol, a PQ24.
Uma diferença fundamental será que a Tukan usará eixo traseiro rígido com feixe de molas, configuração mais comum para carros de trabalho e é a opção encontrada na atual Fiat Strada. A Saveiro por sua vez usa eixo de torção com molas helicoidais, como era no Gol. Essa solução melhora a dirigibilidade, mas não é tão robusta quanto o que será usado pela Tukan.

VW Tukan aparece em evento da CBF no Rio de Janeiro
Foto de: Motor1 Brasil
Com isso, o atual 1.0 170 TSI do Tera com câmbio automático de 6 marchas surge como uma opção para as configurações intermediárias e, com até 116 cv e 16,8 kgfm de torque, pegaria desde opções mais caras da Fiat Strada e até mesmo beliscaria alguns compradores de Chevrolet Montana e versões mais baratas da Fiat Toro.
A terceira opção seria a manutenção do atual 1.6 16V – o MSI, tão veterano quanto a própria Saveiro – com câmbio manual para as versões básicas e voltadas ao trabalho, aí sim substituindo de vez a picape compacta para as aplicações empresariais e de produtores rurais. Nesse caso, nem uma carroceria de cabine simples está completamente fora do baralho.
Já no visual, ao menos no que já se viu dos protótipos e também das imagens divulgadas, ela terá grandes inspirações no que a marca já oferece hoje. Na traseira, as lanternas terão formato em E, com uma barra na parte superior atravessando a tampa da caçamba. Da Amarok de segunda geração, exclusiva de mercados europeus e asiáticos, ela terá o nome Tukan por extenso e estampado na própria chapa.
A dianteira, por sua vez, parece trazer alguns elementos de T-Cross, Nivus e Tera, tendo frente mais alta para passar a impressão de volume, como no primeiro, mas com grade e faróis mais próximos dos utilizados no segundo. Do Tera, ela traz a linha de cintura lateral mais alta, bem como o desenho da caixa de roda traseira mais abaulado, que muda o desenho do vidro da porta para os passageiros.
Mesmo que já não esconda mais que fará a nova picape, a Volkswagen guarda o lançamento oficial para 2027. Até lá, a alemã deverá aproveitar outros eventos importantes, como shows e feiras, para revelar mais detalhes do modelo. A estratégia é a mesma do Tera, que foi tendo novos detalhes revelados de maneira “fatiada” no Rock in Rio, The Town e no Carnaval de 2025.
