Volkswagen terá furgão chinês no Brasil com estratégia da nova Amarok



Treze anos após o fim da Kombi, a Volkswagen voltará a vender uma van no Brasil. O novo furgão foi confirmado pela divisão Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) e será a principal novidade da marca na Fenatran, feira de veículos comerciais realizada em novembro. O modelo virá importado da China em um primeiro momento, com produção nacional prevista para uma segunda etapa.

O utilitário destinado ao mercado brasileiro não é o Crafter fabricado pela Volkswagen na Polônia. O veículo está sendo desenvolvido em parceria com a chinesa SAIC Motorparceira da VW e fornecedora de plataforma e motorização para a nova Amarok.

(Nicolas Tavares/Quatro Rodas)
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O furgão será baseado no Maxus Deliver 9. A VWCO reaproveitará a plataforma e parte da estamparia do modelo chinês, mas o utilitário terá estilo próprio desenvolvido pelo time de design brasileiro, além de ajustes mecânicos e de equipamentos voltados às demandas locais.

Segundo a fabricante, o comercial leve terá diferentes configurações no país. A opção exibida é a Cargo, mas a linha Maxus conta globalmente com variantes de passageiros e cabine-chassi, além de múltiplas opções de comprimento. A oferta de motores seguirá caminho semelhante: a VWCO confirma uma opção a combustão e estuda uma versão elétrica, que já roda em testes no Brasil.

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(Maxus/Divulgação)
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As primeiras entregas ocorrem no início de 2027 com unidades importadas da China. Paralelamente, a VWCO prepara um ciclo de investimentos para nacionalizar o modelo, que passará a ser montado em Resende (RJ) em regime CKD, usando kits e peças importadas. O aporte financeiro contemplará a aquisição de equipamentos e a adaptação da linha de montagem para elevar gradualmente o índice de componentes nacionais.

O Maxus europeu antecipa o que esperar do modelo em porte e mecânica. O furgão mede 5,94 m de comprimento, 2,54 m de altura, 2,06 m de largura e 3,76 m de entre-eixos. O compartimento de carga oferece 11,5 m³ de volume útil e capacidade para até 1.215 kg de carga útil. O peso bruto total (PBT) cravado em 3.500 kg é um dos trunfos do modelo, pois permite a condução por motoristas habilitados com CNH categoria B.

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(Maxus/Divulgação)
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No mercado europeu, a van usa motor 2.0 turbodiesel de quatro cilindros com 150 cv e 38,2 kgfm, associado ao câmbio manual de seis marchas e tração dianteira. A configuração elétrica dispõe de motores de 204 cv ou 231 cv, ambos com 31,6 kgfm de torque, alimentados por baterias de 51,5 kWh, 72 kWh ou 88,5 kWh.

Interior de um carro moderno, com volante multifuncional preto e cinza, painel digital azul, tela multimídia sensível ao toque exibindo ícones de aplicativos, câmbio automático e controles de ar-condicionado. O ambiente é predominantemente cinza e preto, com detalhes cromados, transmitindo funcionalidade e tecnologia
(Maxus/Divulgação)
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A estratégia da fabricante vai além deste furgão. A VWCO pretende estruturar uma linha completa de comerciais leves e rede dedicada ao segmento, iniciando a operação com três concessionárias em São Paulo, além de aproveitar a estrutura das lojas de caminhões e ônibus já existentes.

Segundo Roberto Cortes, CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus, a entrada na categoria atende ao volume expressivo do setor. Em 2025, o segmento registrou 50.000 unidades comercializadas, o equivalente a 27% das vendas de veículos comerciais no país. O furgão disputará espaço diretamente com Fiat Ducato, Mercedes-Benz Sprinter e Renault Master.



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