RESUMO | A NG.CASH levantou US$ 15 milhões em rodada liderada pela Blockchain Capital após o Banco Central publicar, no início deste ano, novas regras para empresas de ativos virtuais. O aporte, que eleva a captação total da fintech a mais de US$ 65 milhões, será destinado integralmente à obtenção da licença de Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAV).
A NG.CASH, fintech voltada para a Geração Z, levantou US$ 15 milhões em rodada liderada pela Blockchain Capital, um dos principais fundos globais especializados em infraestrutura financeira e ativos digitais. Será a estreia deles no Brasil.
O investimento eleva para mais de US$ 65 milhões o total captado pela empresa desde sua fundação, em 2021, e marca uma nova etapa da operação. O valor será utilizado integralmente para obtenção da licença de Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAV) junto ao Banco Central (BC), autorização obrigatória para empresas que prestam serviços com ativos virtuais e criptomoedas.
A orientação é recente. O BC baixou a normativa no início deste ano e deu às fintechs que operam nesse mercado até o fim de outubro para protocolar o pedido para obtenção da licença. “Rapidamente trouxemos investidores”, diz Mario Augusto Sá, fundador e CEO da NG.CASH. As conversas tiveram início há poucas semanas. “O Banco Central quer mudar o jogo e tirar do mercado financeiro players descapitalizados. Querem competidores com mais solidez e governança”, prossegue.
O aporte chega em um momento de forte crescimento da NG.CASH. No ano que vem, a empresa vai estruturar um Fundo de Investimento em Direito Creditório (FIDC) para sustentar a operação e alcançar R$ 1 bilhão em volume de crédito originado até o fim de 2027. Em 2028, a fintech vai ao mercado para levantar até US$ 100 milhões em rodada Série C.
Lacuna do sistema financeiro
A NG.Cash nasceu para atender a Geração Z, mas não quer ser só isso. “Não queremos ser banco de adolescente, queremos evoluir com eles”, diz Augusto Sá. A fintech acredita que a próxima fronteira é, justamente, a evolução da arquitetura blockchain, que é um banco de dados compartilhado entre vários participantes, no qual as informações são registradas em sequência e protegidas por criptografia.
É por meio dessa tecnologia que é possível negociar ativos tokenizados no mercado, como stablecoins, frações de ativos e lastrear operações de cartão de crédito. “A tecnologia vai estar na conta do usuário sem ele saber”, diz o executivo.
Além do aporte, a entrada da Blockchain Capital adiciona à companhia um investidor com experiência global em infraestrutura blockchain, ativos digitais e evolução regulatória do sistema financeiro. O fundo passa a integrar um grupo de investidores que já reúne nomes como a16z, NEA e Monashees.
Quanto a NG.CASH levantou na nova rodada de investimento?
A NG.CASH levantou US$ 15 milhões em uma rodada liderada pela Blockchain Capital, que faz sua estreia no Brasil. Com o aporte, a fintech supera US$ 65 milhões captados desde sua fundação, em 2021.
Como a NG.CASH usará o aporte de US$ 15 milhões?
A NG.CASH destinará todo o investimento à obtenção da licença de Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAV) junto ao Banco Central. A autorização é obrigatória para empresas que oferecem serviços com ativos virtuais e criptomoedas.
Qual é o prazo para as fintechs solicitarem a licença SPSAV?
As fintechs que atuam no mercado de ativos virtuais têm até o fim de outubro para protocolar o pedido de licença, conforme a normativa publicada pelo Banco Central no início deste ano.
Quais são as metas de crédito da NG.CASH?
A NG.CASH pretende estruturar um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) no próximo ano e alcançar R$ 1 bilhão em crédito originado até o fim de 2027.
Quando a NG.CASH pretende fazer uma rodada Série C?
A NG.CASH planeja buscar até US$ 100 milhões em uma rodada Série C em 2028.
Como a NG.CASH pretende usar a tecnologia blockchain?
A NG.CASH pretende incorporar a blockchain à conta dos usuários para viabilizar operações com ativos tokenizados, stablecoins, frações de ativos e garantias para cartões de crédito. “A tecnologia vai estar na conta do usuário sem ele saber”, afirma Mario Augusto Sá, fundador e CEO da fintech.
