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Capacidade de refino do país deve crescer 10% em dez anos, aponta governo

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
O Ministério de Minas e Energia (MME) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) divulgaram nesta terça-feira a projeção de aumento em cerca de 10% da capacidade nacional de refino de petróleo nos próximos 10 anos, passando dos atuais 2,3 milhões de barris por dia para 2,5 milhões. Essa expansão será impulsionada por investimentos como o segundo trem da Refinaria Abreu e Lima em Pernambuco, a conexão física do Complexo Boaventura e Reduc no Rio de Janeiro, além de ampliações e atualizações de unidades existentes.
As perspectivas foram publicadas no Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2036. O documento prevê o avanço da produção diária de petróleo a patamares elevados e o envio de metade desse montante ao exterior.
A previsão de salto nas exportações do combustível fóssil soma-se à estimativa de queda na dependência externa de alguns derivados, como nafta, querosene de aviação e gasolina. Mas o relatório projeta também que, embora o país vá reduzir significativamente ao longo do período as importações desses itens, deve permanecer dependente da aquisição externa de óleo diesel.
O PDE 2036 traz alertas ao setor, com destaque para a necessidade de melhorias da infraestrutura logística de dutos, de modo que o Brasil possa garantir o abastecimento nacional. O governo convida a população a participar da consulta pública aberta até esta sexta-feira (6), que visa reunir contribuições para o planejamento energético do país.