Filho do último xá do Irã pede “intervenção humanitária” no país


Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã pediu, neste domingo (15), uma “intervenção humanitária” dos Estados Unidos após a brutal repressão aos protestos contra o atual regime do país, enquanto o presidente americano Donald Trump considera ataques militares contra a nação do Oriente Médio.

O príncipe exilado afirmou que o povo iraniano deseja “liberdade” e alertou o mundo para aumentar a pressão sobre o regime, em declarações feitas um dia após discursar em uma manifestação na Alemanha, onde participava da Conferência de Segurança de Munique.

“Neste exato momento, há pessoas sendo executadas no Irã. Há pessoas sendo presas e torturadas”, disse Pahlavi à Fox News em entrevista. “É por isso que uma intervenção é tão necessária… Esta intervenção é humanitária, para salvar vidas que, de outra forma, continuarão sendo perdidas.”

Pelo menos 6.490 manifestantes foram mortos no Irã desde que os protestos em massa começaram no final de dezembro, informou a agência de notícias americana Human Rights Activists News Agency (HRANA), na quarta-feira (11). A CNN não pôde verificar de forma independente os números da HRANA.

A próxima rodada de negociações diplomáticas entre os EUA e o Irã está prevista para terça-feira, em Genebra. Trump afirmou que busca um acordo nuclear com Teerã, mas não descartou a possibilidade de novos ataques contra o Irã e ordenou um aumento da presença militar na região.

Na sexta-feira (13), Trump sugeriu que uma mudança de regime — algo que, segundo Pahlavi, o povo iraniano vem pedindo há muito tempo — poderia ser “a melhor coisa que poderia acontecer”.

 

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