Frimesa quer dobrar faturamento para R$ 15 bilhões


Ao se aproximar de completar 50 anos , a paranaense Frimesa planeja mais do que dobrar seu faturamento até 2032 e, portanto, passar dos R$ 7 bilhões registrados no ano passado, para R$ 15 bilhões.

Para alcançar esse objetivo, a cooperativa está investindo em um escritório em São Paulo e ampliando a capacidade de produção de suínos. Também está fazendo um “rebrading” da marca.

O escritório comercial em São Paulo é o único fora do Paraná. Construído na zona leste da capital, a unidade comercial simboliza um movimento estratégico da empresa.

“Desde o nosso surgimento em 1977 focamos na produtividade, no melhoramento dos rebanhos suíno e leiteiro. A partir de 2005, nosso foco passou a ser na industrialização e inovação. A partir de agora, nosso foco é o mercado, o cliente, que exige comida de verdade e com qualidade” diz o presidente executivo, Elias Zydeck, durante a inauguração do novo escritório na capital paulista.

A Frimesa nasceu no oeste do Paraná, na cidade de Mediana, pela união de cinco cooperativas (Copagril, Lar, C.Vale, Copacol e Primato). A empresa absorveu exclusivamente os negócios de lácteos e suínos de suas parceiras.

O segredo do bom desempenho está no modelo cooperativista integrado. A Frimesa não compra suíno no mercado spot: ela integra seus 1.062 suinocultores, que criam os animais com padrão técnico definido pela cooperativa. Isso significa previsibilidade de custo e qualidade, como o mercado internacional exige.

A carne suína representou 76% do faturamento do ano passado, um crescimento de 7% em relação a 2024.

Ampliação

O investimento na unidade de processamento de suínos, em Assis Chateaubriand (PR){ já recebeu R$ 1,35 bilhão em investimento, sendo metade dos recursos da própria cooperativa. Segundo Zydeck, a primeira etapa foi concluída em 2023 e a ampliação total deve seguir até 2032.

A meta  é que a unidade possa abater 15 mil animais por dia, tornando assim a maior unidade frigorífica da América Latina.

“A edificação está 100% pronta. Planejamos investir mais R$ 650 milhões na compra de equipamentos. As taxas de juros vão ditar o ritmo dos aportes. Hoje torcemos para a queda da Selic. Os juros altos inviabilizam os investimentos em toda a cadeia produtiva, inclusive para os nossos cooperados”, analisa Elias.


Abate de suínos Frimesa • Divulgação

Mercado interno e externo

Para atingir o objetivo de dobrar o faturamento ate 2032 a Frimesa aposta no aumento do consumo interno. Hoje o brasileiro consome, em média, 19 quilos de carne suína por ano. A estimativa de redução do rebanho bovino, e logo o encarecimento da carne, deve abrir espaço para a carne suína no Brasil. E a projeção é que o consumo per capita chegue aos 25 quilos em 2032, quando a unidade de Assis Chateaubriand estará funcionando a todo vapor.

Outro incentivo vem do mercado externo. Em 2025 o setor registrou recordes em volume e faturamento nas exportações. De janeiro a dezembro, foram embarcadas 1,5 milhão de toneladas de carne suína, crescimento de 11,6% frente a 2024.

A Frimesa participou com 8% das exportações brasileiras e 52% dos embarques paranaenses. Com a possível abertura de novos mercados já em negociação, como Japão e Coréia do Sul, a carne suína brasileira tem tudo para melhorar a posição do Brasil, hoje em terceiro lugar no ranking de maior exportador.

Novo visual

Além dos investimentos físicos, a cooperativa anunciou uma nova identidade visual, reforçando o propósito de produzir comida de verdade com qualidade. O investimento nessa área é de R$ 120 milhões e visa aumentar a presença dos produtos no mercado nacional.

A cor roxa ganhou protagonismo nas embalagens, para facilitar a identificação dos produtos nas gôndolas. Linhas tradicionais, como linguiças, ganharam novas versões e temperos. As novidades serão apresentadas oficialmente na APAS Show, feira que traz as novidades para setor supermercadista e é realizada em maio, em São Paulo.

 

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