Netflix enfrenta investigação antitruste em meio à disputa bilionária pela Warner Bros. Discovery


As negociações para a venda da Warner Bros. Discovery atingiram um ponto crítico. Com apenas 24 horas restantes para o conselho da empresa avaliar a “melhor e última oferta” de David Ellison (Paramount), no valor de US$ 108 bilhões, a rival Netflix, favorita na disputa, tornou-se alvo de uma investigação profunda do Departamento de Justiça dos EUA (DOJ).

Conforme o Deadline, sob a liderança da procuradora-geral Pam Bondi, o DOJ emitiu uma solicitação civil de investigação para determinar se a aquisição de US$ 83 bilhões feita pela Netflix violaria as Seções 7 do Clayton Act ou 2 do Sherman Act. O objetivo é entender se a fusão criaria um monopólio capaz de reduzir substancialmente a concorrência no setor de streaming e produção cinematográfica.

Cineastas e produtores têm até o dia 23 de março para fornecer documentos ao órgão. Curiosamente, essa data ocorre apenas três dias após a reunião de acionistas marcada para 20 de março, que votará a recomendação de David Zaslav para aceitar a oferta da Netflix.

Ted Sarandos, co-CEO da Netflix, demonstrou confiança durante o tapete vermelho do BAFTA, ironizando a resistência da concorrente: “Simplesmente coloquem uma oferta melhor na mesa e vejam se conseguem vencer”.

No entanto, a defesa jurídica da Netflix, liderada por David Hyman, reforça que a empresa opera em um mercado competitivo e que qualquer alegação de monopólio é infundada.

James Cameron afirma que venda da Warner para Netflix seria “desastrosa” para o cinema

Vale destacar que a Netflix está adquirindo os estúdios de cinema e TV da Warner Bros., assim como a HBO Max, por US$ 83 bilhões. A Paramount tentou interromper a negociação com uma oferta hostil à Warner Bros. Discovery, mas sua proposta foi rejeitada.

Source link


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *