Ônibus e VLT na Baixada Santista agora aceitam Pix


Boa notícia pra quem se desloca com o transporte público na Baixada Santista. 

Se você circula entre Santos, São Vicente, Praia Grande e outras cidades da região sabe que ônibus e VLT não é apenas deslocamento. É rotina, tempo de vida e impacto direto no bolso. Em uma região onde milhares de trabalhadores cruzam cidades diariamente, qualquer minuto economizado na catraca conta.

Nesta semana, a BR Mobilidade anunciou uma atualização importante no sistema de pagamento dos ônibus intermunicipais e do VLT. Os usuários terão mais autonomia, menos burocracia e pagamento direto pelo celular, porque agora os ônibus entre cidades e o VLT aceitam pagamento da passagem por Pix e QR Code. 

Foto: Divulgação 

Pagamento moderno com QR Code e Pix

Pois é, seguindo um movimento nacional e global, a BR Mobilidade anunciou avanços nos modais do litoral de SP. O Cartão BR Card ganhou novo visual. O aplicativo “Quanto Tempo Falta”, já disponível atualmente, agora conta com o “Quanto Tempo Falta Pay”. A ideia é permitir que você crie uma carteira virtual no próprio celular. Assim, você pode pagar a passagem via Pix ou QR Code diretamente na catraca. Isso dispensa depender de dinheiro físico ou o próprio cartão. 

Além disso, a recarga pode ser feita por Pix em diversas máquinas espalhadas pela rede ou até por WhatsApp.

Nas 15 estações do VLT entre Porto (Santos) e Barreiros (São Vicente), o pagamento com cartão bancário (crédito ou débito) também vai funcionar em caráter experimental.

O que muda na rotina

A BR Mobilidade garante que nada do que existe hoje será removido de imediato: o foco é ampliar opções, sem tirar o que já funciona. Isso significa que os cartões antigos continuam válidos. Eles vão ser substituídos naturalmente conforme o ciclo de validade. O objetivo oficial é facilitar a rotina do passageiro e fortalecer a integração entre os transportes na região.

O aplicativo remodelado continua oferecendo informações essenciais – como tempo de chegada de ônibus e VLT, salvar linhas favoritas e descobrir o ponto mais próximo – agora com a possibilidade de pagar a passagem ali mesmo, de forma digital.

E o VLT?

O VLT, que conecta Santos e São Vicente com 15 estações operadas pela BR Mobilidade, promete facilitar a vida de quem cruza essa região diariamente. A novidade do pagamento por cartão direto no bloqueio está sendo testada neste trecho urbano. Esse movimento pode tornar o fluxo mais ágil e reduzir filas. Porém, para muitos passageiros, a sensação é que a experiência geral, envolvendo conforto, espaço e até quantidade de viagens, ainda precisa caminhar – ou trilhar – mais do que o QR Code.

O lado B da modernização

Claro que a tecnologia é bem-vinda. Entretanto, quem vive na região sabe que avançar no PIX não paga a conta do aperto no banco do ônibus. A passagem aumentou e já pesa no bolso da população. Muitos moradores relatam que os veículos ficam lotados nos horários de pico, com relatos de filas longas e passageiros entrando apertados como sardinha na lata.

E não é só isso: a falta de ar-condicionado é motivo de reclamação recorrente. 

Por mais que o sistema de transporte pareça progredir, quem usa ônibus intermunicipais e o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) no dia a dia sabe que a tecnologia pode até estar “voando”. No entanto, a vida dentro do coletivo às vezes parece lenta. 

A importância desse tema vai além de um novo aplicativo: trata-se de como a cidade se move, quanto isso custa e o que o passageiro sente na pele (ou no aperto) quando pega um ônibus no horário de pico ou espera pelo VLT. Os reajustes elevaram a tarifa do VLT para R$ 5,60 e a integração até R$ 6*.

Além disso, há ônibus metropolitanos cujo preço mínimo também está na casa dos R$ 6 (dependendo da quilometragem). Por isso, o custo de se deslocar segue pesando no orçamento. Ainda mais quando não há alternativas confortáveis para o cotidiano de quem depende de transporte público.

Tecnologia e inovação

Esses são passos bem-vindos no transporte da Baixada Santista. Porém, se a promessa é descomplicar a vida do passageiro, a próxima meta deveria ser enfrentar a superlotação, o desconforto térmico e tarifas que parecem cada vez menos amistosas. Se a gente já paga caro por passagem, por que ainda precisa lidar com aperto e calor? 

Informação de serviço

– App Quanto Tempo Falta Pay disponível para Android e iOS (disponibilidade conforme loja de aplicativos).
– Pagamento também por Pix e QR Code em ônibus e VLT.

*valores de fevereiro de 2026

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