Presente no mercado brasileiro desde 2013 e apenas com leves reestilizações desde então, a terceira geração do Master pode ganhar sua merecida aposentadoria em breve. A imagem compartilhada com o Motor1.com Brasil pelo perfil @fca_fan_brazil, no Instagram, mostra a nova iteração do gurgão já roda sem disfarces pelo Brasil, sendo que o flagrante foi feito em Lauro de Freitas (BA).
A novidade, mostrada pela primeira vez no fim de 2023 na Europa, muda tudo: desde plataforma até o visual, agora alinhado aos novos Renault já vendidos no país, como Megane e Koleos E-Tech. Mas a nova cara pode não ser a principal novidade.
Como é o Renault Master de quarta geração
Renovado, o furgão médio traz muito dos caminhões da marca vendidos em alguns mercados europeus, apostando em uma ampla grade dianteira com filetes verticais que se juntam aos faróis, agora em formato de C. Entre as duas peças, há um friso horizontal que une toda a frente ao logo da Renault ao centro.
Por se tratar de um utilitário, as mudanças não causaram uma ruptura completa com o carro que já conhecemos hoje, em especial nas laterais e na área do baú, cujo formato não permite grandes revoluções.
Mesmo assim, a Renault se esforçou para tentar diminuir o arrasto aerodinâmico da van, utilizando novos retrovisores que cortam melhor o vento, além de outras modificações menores que diminuíram o arrasto em 20%.
O modelo flagrado em testes pelo Brasil era da versão furgão, sem vidros laterais, mas é possível configurá-lo também em versões passageiro, furgão com vidros, minibus e chassi, com diferentes tamanhos de entre-eixos.

Ao todo, há 20 estilos de carroceria diferentes, com volumes utilizáveis de 11 a 22 metros cúbicos, maior largura de acesso (+ 40 mm) a partir da porta lateral deslizante e maiores comprimentos de carga (+ 100 mm).
As versões a combustão contam com um novo propulsor 2.0 turbodiesel, que não conta com auxílio de nenhum nível de eletrificação. São quatro níveis de potência (105 cv, 130 cv, 150 cv ou 170 cv), enquanto a tração permanece dianteira.

Todas elas são equipadas de série com um câmbio manual de seis marchas. Novidade, há ainda um automático de nove marchas, que poderia chegar também por aqui para concorrer com o Ford Transit sem terceiro pedal.
Nas opções 100% elétricas, há dois motores, 96 ou 105 kW (130 ou 143 cv), para um torque de 30.6 kgfm, com uma capacidade de bateria de 40 kWh (180 km de autonomia no ciclo WLTP) e 87 kWh (mais de 410 km de autonomia no ciclo WLTP), respectivamente. A carga útil é de 1.625 kg com uma licença B e uma capacidade de reboque de 2,5 t.

O carregador rápido CC de 130 kW permite recuperação de 229 km de alcance em 30 minutos. Em carregadores lentos AC, a recarga de 10 a 100% leva menos de quatro horas com um wallbox de 22 kW. O novo Master também foi projetado para ser oferecido no futuro em uma versão de célula de combustível de hidrogênio H2.
Já no interior, a inspiração veio dos carros de passeio da marca. Há, por exemplo, central multimídia com Google integrado e em posição destacada – e que lembra muito a utilizada no Kwid E-Tech e no Kardian – além do volante de três raios com elementos mais retangulares.

Ainda não há data para a apresentação da nova geração no país. Ao julgar pela ausência de camuflagem da van, seu lançamento pode estar próximo. De qualquer forma, o modelo atualizado deve seguir sendo feito em São José dos Pinhais (PR), de onde também sai os carros da francesa.

