Após o lançamento do Song Pro reestilizado, a BYD corre contra o tempo para finalizar os testes de suas próximas novidades. Dentre elas, como prova o flagra mais recente feito pelo @placaverde, está a picape intermediária Mako, que chega ainda em 2026 de olho em Fiat Toro, Ram Rampage, Ford Maverick e companhia. No que ela se diferenciará? Justamente nos pontos mais críticos das rivais.
O mais importante deles será o sistema de propulsão que a Mako utilizará. Seguindo o que já acontece com todos os carros da BYD que não são elétricos, ela será híbrida do tipo plug-in, que precisa de recarga externa, mas garante autonomia suficiente para rodar em modo elétrico enquanto houver bateria.
A nova picape faz parte de uma linha de modelos pensados especificamente para o mercado brasileiro e países vizinhos da América Latina. Esses veículos seguirão identidade e ritmo de renovação próprios em comparação aos produtos vindos da China.
E, tal como fez com o Dolphin G para a Europa, a marca estudou todas as suas concorrentes para que a Mako chegue competitiva ao segmento. Afinal, ela não será a única novidade nos próximos meses, com a categoria ganhando ainda sucessoras para a Renault Oroch, com a Niagara, e para a Volkswagen Saveiro, com a Tukan.
Abaixo, contamos o que esperar da nova picape e onde ela poderá se sobressair em relação às suas rivais.

Da porta dianteira para frente, picape é igual ao Song Pro
Foto de: @placaverde
Mais espaçosa que a Toro
Comparada às atuais rivais da categoria, a novidade deverá apostar mais em espaço interno para os passageiros, especialmente para quem ocupar os bancos traseiros. Como usará a mesma plataforma e base do Song Pro, deverá herdar do SUV médio o piso plano e o espaço mais bem aproveitado, fruto da plataforma pensada desde o início para eletrificação.
Com isso, espere também uma distância próxima ao do SUV, ainda que levemente menor do que os 2.712 mm do rival de Jeep Compass e Toyota Corolla Cross, já que a marca também tem que equilibrar o espaço com a caçamba traseira.
Já em comprimento total, fontes da BYD revelaram ao Motor1.com Brasil durante a Agrishow deste ano que ela não estará entre as maiores, mas ficará próxima dos 5 metros. Assim, espere um porte entre a Chevrolet Montana, com 4.717 mm, e a Fiat Toro, com 4.954 mm.

Na traseira, picape terá lanternas interligadas e terceira luz de freio no vidro traseiro
Foto de: @placaverde
Sem truque da Rampage
Os flagras mais recentes da Mako também revelam que ela contará com a terceira luz de freio, item ausente na Ram Rampage. De projeto nacional, a picape intermediária baseada na Toro abriu mão do item em todas as suas versões por uma brecha na lei.
Como ela é classificada como comercial leve – e não um veículo de passeio – consegue passar sem o item graças a Resolução 970/22 do Contran, que desobriga a presença do item de segurança como item de série. Na Mako, essa luz será alocada no vidro traseiro, bem ao centro. Até por isso, ele será fixo, sem a abertura corrediça que algumas picapes como a Ford Maverick tem.

Propulsor será o mesmo 1.5 turbo DM-i do Song e que em breve estará no Atto 2
Foto de: BYD
Rodará mais em modo elétrico do que a Maverick
Por falar na picape da Ford, a diferença de tecnologia entre as duas também dará algumas vantagens à nova Mako. Ainda que precise de recarga externa, o sistema PHEV da picape da BYD terá como vantagem poder rodar apenas em modo elétrico por mais tempo que a Maverick.
Ainda não sabemos se a marca fará mudanças na parte de baterias do modelo, mas, caso siga o Song Pro, terá baterias consideravelmente maiores do que as utilizadas na rival norte-americana.
A Maverick híbrida conta sempre com uma bateria de íons de lítio de 1,1 kWh, enquanto o SUV médio da BYD tem duas capacidades diferentes: na versão GL, são 13,1 kWh, enquanto a GS chega aos 18,3 kWh. Em alcance, consegue rodar 57 km e 72 km, respectivamente, segundo a homologação do Inmetro.

Song Pro foi só o primeiro: calibração bicombustível estará em toda linha híbrida
Foto de: Motor1 Brasil
Primeira PHEV Flex
Ainda falando da motorização, a Mako já usará a calibração para rodar tanto com gasolina quanto com etanol que está no Song Pro e que, também ainda neste ano, chegará ao Atto 2. Assim, caberá à BYD ser a primeira a oferecer uma picape PHEV flex no segmento intermediário.
Hoje, a Fiat Toro tem um sistema híbrido leve, que não traciona as rodas, associado ao motor 1.3 T270 flex, enquanto a Maverick, apesar de seu sistema híbrido pleno, só bebe gasolina. Caso siga o SUV, a Mako também será destaque em potência, com números próximos dos 218 cv e 30,6 kgfm da versão GL e dos 219 cv e mesmos 30,6 kgfm da GS.

Foto de: Motor1 Brasil
Chega ainda em 2026 com produção em Camaçari (BA)
Outro ponto relevante está na fabricação local. A Mako será produzida em Camaçari, na Bahia, complexo industrial que se tornou peça central da estratégia brasileira da BYD. Produzir uma picape nacionalmente reduz impacto cambial, melhora competitividade e abre espaço para respostas mais rápidas ao mercado.
Também existe fator simbólico. Entrar no segmento de picapes com produção local costuma transmitir mensagem de compromisso de longo prazo. É diferente de testar aceitação apenas via importação. Por isso, no cenário atual, nacionalizar um produto dessa categoria tende a representar uma vantagem importante frente a rivais importadas ou dependentes de câmbio.
Como a meta da BYD é alcançar volume, a picape atuará tanto com versões 4×2, voltadas a uso mais urbano, enquanto as variantes 4×4 deverão ficar nas de topo, com leve apelo mais usável no fora de estrada. A expectativa é de que seu preço fique na faixa dos R$ 220 mil.
