Depois de muitos flagras, a BYD começou a distribuir para sua rede de concessionárias a reestilização de seu SUV médio híbrido, o Song Pro, como revelam vídeos feitos pelo perfil @sportivadooficial. Com lançamento oficial para a primeira semana de agosto, a novidade traz o visual já revelado na China no início do ano e a inédita motorização flex, que será compartilhada com o Atto 2.
Como se trata de uma reestilização de meio de ciclo, o SUV não teve alterações tão significativas na linguagem visual, apenas passando a adotar novo para-choque com apêndices laterais que reforçam a sensação de largura e melhoram a aerodinâmica. A grade prateada segue o padrão recente da marca, com desenho que remete ao BYD Yuan Plus e ao conhecido “bigode do dragão”.
Já nas laterais, teto e traseira, destaque para a ausência do aerofólio e a chegada de um pedido antigo dos consumidores: o teto solar. Do tipo panorâmico, ocupa boa parte da folha do teto e deve figurar na versão topo de linha. De resto, há apenas novas rodas de liga leve.
Na parte interna, as mudanças são maiores. O layout do painel foi redesenhado com maior foco em tecnologia. O console central está mais limpo, mas perde em ergonomia ao adotar menos botões físicos. A alavanca de câmbio sai do console e vai para a coluna de direção, tal como já ocorre no Dolphin.

Na traseira, novidade é o fim do aerofólio
Foto de: @sportivadooficial
Outro ponto importante é o fim da tela giratória. No lugar, entra um display fixo, mais rápido, maior e com interface mais lógica. A navegação evoluiu, com barra fixa de aplicativos e integração mais clara com os sistemas ADAS, algo que, até então, não era exatamente um ponto forte da BYD, bem como integração com Google Built-in, permitindo que o cluster de instrumentos mostre rotas do Waze e do Google Maps.
Enfim híbrido flex
A grande novidade, no entanto, ficará para a motorização. Ainda que a BYD tenha mostrado, há algum tempo, o Atto 2 como um SUV híbrido flex, quem chega primeiro é o Song Pro. O compacto ainda está em fase de homologações e preparação para ser feito em Camaçari (BA), deixando para o irmão maior o papel de estrear a tecnologia.
A base do sistema será mantida, ou seja, motor 1.5 aspirado, hoje com 98 cv e 12,4 kgfm (com gasolina), em versão tropicalizada para beber etanol. No lado elétrico, nada deve mudar. As configurações atuais geram 223 cv e 40,8 kgfm combinados com bateria de 12,9 kWh na versão GL e 235 cv e 43 kgfm com bateria de 18,3 kWh na topo de linha, GS.

Foto de: Rodrigo Perini

Foto de: Leonardo Fortunatti
Parte da proposta multienergia da chinesa, a novidade é importante para que a marca também localize mais sua produção e a nacionalização de peças. Atualmente, toda a linha feita na fábrica depende de kits vindos de fora, finalizando a montagem no complexo. No futuro, a ideia é ter modelos pensados e construídos para o Brasil, como a picape Mako, prevista ainda para 2026.



