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Delação turbina processo contra oficial suspeito de corrupção em hospital da Marinha

Um Capitão de Mar e Guerra da Marinha se tornou réu na Justiça Militar da União, na última quarta-feira, 22, por suposto envolvimento em um esquema de fraude no Hospital Naval Marcílio Dias (HNMD), situado na Zona Norte do Rio de Janeiro. Três representantes de uma empresa de materiais hospitalares também são réus no processo.
A investigação do Ministério Público Militar (MPM) aponta o pagamento de cerca de R$ 290 mil em propina, que teria sido recebida pelo capitão, então chefe do Serviço de Cirurgia Vascular do HNMD, em troca do favorecimento de uma empresa fornecedora de equipamentos de hemodinâmica, usados no tratamento de doenças cardiovasculares.
Foram identificados 28 pagamentos entre 2010 e 2018, em valores equivalentes a 10% das notas de empenho. As provas reunidas pelo MPM incluem colaboração premiada, quebras de sigilo bancário e fiscal, além de documentos e registros financeiros.
O oficial responderá pelos crimes de corrupção passiva, cuja pena prevista na Justiça Militar é de 2 a 12 anos de reclusão, e de integração de organização criminosa, que prevê 3 a 8 anos de prisão, caso seja condenado. Os empresários também serão julgados na Justiça Militar da União e responderão por corrupção ativa e organização criminosa.