Em carta ao STF, pai de Vorcaro se diz alvo de ‘maldade, perseguição e injustiça’


Preso desde 14 de maio num presídio de Minas Gerais, o empresário Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, enviou uma carta ao ministro André Mendonça em que se diz vítima de “maldade, perseguição e injustiça” nas investigações do escândalo do Banco Master.

Henrique Vorcaro entrou na mira da Polícia Federal por supostamente ter ligações com um grupo de criminosos que recebia dinheiro do dono do Banco Master para intimidar e espionar adversários, além de cometer outros crimes, como invasão de sistemas de órgãos públicos e outros atos.

Na carta a Mendonça, o empresário acusa a PF de ter forjado a história para incriminá-lo: “Nunca ameacei, nunca participei de nada com eles. Não existe na minha vida algum histórico de envolvimento meu com ameaças, algo escuso com ninguém, em lugar nenhum. É uma história bizarra, vergonhosa, fantasiosa…, mas quando alguém lê o relatório da Polícia Federal, fica com dúvida por causa da forma distorcida da escrita, criaram uma história sem comprovação nenhuma dizendo que eu era mandante, chefe, pelo amor de Deus, isso não existe!”

O empresário também diz não conhecer nem ter participado das fraudes comandadas pelo filho no Banco Master. “É importante os Srs. saberem que Daniel não tratava nada de Banco ou de negócios dele comigo, até me rejeitava. Talvez eu seja a pessoa que ele menos falava de seus negócios. Fiquei sabendo destes assuntos por notícias da mídia”, diz Henrique Vorcaro.

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“Fabiano (Zettel) nunca abriu a boca para falar nada comigo também, eles sempre se esquivavam de mim. Nunca tratou nada de assunto comercial dele comigo. Verifiquem isso com qualquer pessoa, parceiros deles em Belo Horizonte, São Paulo ou Brasília: todos sabem que eu era uma pessoa totalmente não bem-vinda no Banco ou em qualquer coisa do Daniel. Isso é a verdade e a realidade. Para mim era uma tristeza, sofria muito com esta rejeição”, segue o empresário.

O pai de Vorcaro fala dos problemas de saúde, das dificuldades da prisão e da falta de estrutura para cuidados médicos. Ele pede “pressa” dos ministros do STF na análise do seu pedido de liberdade, que está com o ministro Edson Fachin, presidente do STF.

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“Ǫuero a revogação da prisão pois não tenho culpa nenhuma. Mas estou correndo risco seríssimo de saúde. Minha dor abdominal não curou, estou a base de dipirona e água, pois a comida daqui não é propícia a uma crise de diverticulite. Estou agora iniciando o terceiro ciclo de antibiótico dentro destes quatro meses. Srs., eu já fiz um compromisso acima sobre a verdade, colocando o meu pescoço a prova. Sejam justos e ágeis comigo. Cada dia aqui é um risco sério”, diz Vorcaro.

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