A Polícia Federal afirma que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, tinha uma “cota pessoal e particular” para decidir a destinação de emendas parlamentares, mesmo sem ter cargo na Câmara dos Deputados.
Foram descobertas pelo menos 21 emendas indicadas pelo cacique partidário, que somam 119 milhões de reais.
Por isso, o ministro Flávio Dino, do STF, atendeu a um pedido da PF e suspendeu a execução das verbas, além de bloquear as contas de Valdemar até o mesmo valor.
A investigação é um desdobramento da Operação Transparência, realizada em dezembro do ano passado para apurar o chamado “orçamento secreto”.
Planilhas apreendidas na operação, durante buscas na Câmara, e dados do celular de Mariângela Fialek, assessora que comandava as indicações, trouxeram a tona a participação de Valdemar.
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