A BYD se prepara para reforçar sua presença na Europa com um novo modelo concebido especificamente para o Velho Continente. O novo Dolphin G DM-i será lançado nas próximas semanas e visa diretamente o segmento B, o das compactas urbanas e familiares. A particularidade é que será o primeiro BYD projetado expressamente para as necessidades dos motoristas europeus e, acima de tudo, o único compacto da categoria a utilizar a tecnologia Super Hybrid DM-i da marca chinesa.
Apesar de os europeus estarem felizes com o fato de a BYD ter desenvolvido o Dolphin híbrido para as necessidades de lá, o hatch não será exclusividade deles. A vice-presidente executiva global da BYD, Stella Li, confirmou agora em maio de 2026 que o Dolphin G DM-i será mais um dos modelos híbridos plug-ins que a marca comercializará no Brasil a partir do ano que vem.
Com 4,16 metros de comprimento (o mais compacto entre os híbridos plug-in oferecidos na Europa) e uma configuração estudada para priorizar espaço e consumo, o BYD Dolphin G DM-i pretende se apresentar como uma alternativa aos híbridos plenos a gasolina tradicionais e aos elétricos compactos, buscando combinar alta autonomia e custos de uso contidos.
Do ponto de vista do design, o novo BYD mantém as proporções típicas dos hatchbacks europeus, com uma carroceria compacta e comprimento de apenas 4,16 metros, mas com maior altura e largura para melhorar o espaço interno. A distância entre eixos de 2,61 metros é particularmente generosa em relação ao comprimento total e permite obter um espaço traseiro acima da média do segmento.
Segundo a BYD, justamente a relação entre as dimensões externas e o habitáculo representa um dos pontos-chave do projeto. Os passageiros traseiros podem contar com mais espaço para as pernas e os ombros, enquanto o porta-malas oferece uma capacidade entre 425 e 1.225 litros ao rebater os bancos traseiros. Números que aproximam este compacto de modelos de categoria superior.
| Comprimento | Largura | Altura | Distância entre eixos |
| 4,16 m | n.d. | n.d. | 2,61 m |

Foto de: autohome.com.cn
BYD Dolphin G DM-i, o interior
O habitáculo também apostará em uma forte componente tecnológica, com sistemas digitais avançados dedicados ao infotainment e à gestão da condução híbrida. A BYD ainda não divulgou todas as especificações técnicas europeias nem fotos do interior, mas confirma que o Dolphin G DM-i será proposto como um modelo acessível e versátil, destinado a um público muito amplo, provavelmente posicionado entre o Dolphin Mini e o Dolphin.
BYD Dolphin G DM-i, as dimensões internas
| Versão | Capacidade de carga do porta-malas (mín./máx.) |
| BYD Dolphin G DM-i | 425/1.225 litros |
BYD Dolphin G DM-i, motores e tecnologias
A verdadeira novidade do Dolphin G DM-i, porém, está sob a carroceria. O sistema DM-i utiliza uma arquitetura híbrida plug-in que privilegia a tração elétrica na maioria das situações do dia a dia, deixando ao motor térmico a tarefa de apoiar a bateria e aumentar a autonomia em viagens mais longas.

BYD Dolphin G DM-i (2026), vista lateral
Foto: BYD
A BYD declara consumo de até 1,4 l/100 km (71,4 km/l) com a bateria carregada e cerca de 4,3 l/100 km (23,2 km/l) com a bateria descarregada, valores que, se confirmados nos testes oficiais europeus, poderiam colocar o carro no topo da categoria na Europa. A autonomia total ultrapassa os 1.000 km com o tanque cheio e uma recarga completa, enquanto a autonomia em modo exclusivamente elétrico promete cobrir grande parte dos deslocamentos urbanos diários.
BYD Dolphin G DM-i, os preços
O lançamento comercial na Europa está previsto para o final de junho, quando também serão divulgadas informações sobre versões, motorizações definitivas e preços para aquele mercado. É provável que a BYD opte por um posicionamento competitivo para entrar em um dos segmentos mais importantes e disputados da Europa.
BYD Dolphin G DM-i: flex no Brasil, mas quando?
Durante uma apresentação a jornalistas, o vice-presidente sênior do Grupo BYD Brasil e Presidente Comercial e Marketing da BYD Auto Brasil, Alexandre Baldy, afirmou que “todos os nossos híbridos serão flex”, referindo-se aos modelos com esse tipo de eletrificação comercializados em nosso mercado.
Juntando a confirmação da chegada do BYD Dolphin G DM-i para o Brasil em 2027, já esperamos que a variante híbrida plug-in do hatch chegue por aqui podendo rodar também com etanol. Essa capacidade de ser flex deve afetar os dados de consumo e autonomia total divulgadas para a Europa, mas fará com que o hatch use uma matriz energética mais limpa que usar gasolina pura.
A expectativa é que o modelo seja posicionado abaixo do Dolphin elétrico, ampliando significativamente o alcance da BYD no país. Mais importante ainda: o hatch está nos planos de produção nacional da fabricante para a fábrica de Camaçari (BA), o que pode transformá-lo em um dos carros estratégicos da operação brasileira.
