O Hyundai Elantra chega à sua oitava geração mantendo a ousadia visual que sempre o acompanhou – mas, desta vez, foi além. O sedã adotou a nova linguagem de design da marca, chamada de “Art of Steel” (ou “arte do aço”, em português), que torna sua aparência mais futurista do que nunca. É a mesma filosofia já presente no novo Hyundai i20 brasileiro. E não, ele não é elétrico.
A principal característica da nova identidade está na carroceria que parece ter sido esculpida no aço – daí o nome Art of Steel. As chapas são lisas, mas com vincos bem marcados para separar algumas seções, como os para-lamas e o capô, além de formar ângulos entre as peças, como nas aberturas dos para-choques.
Na dianteira, com traços retos, as aberturas inferiores escondem os faróis principais, posicionados logo abaixo das assinaturas luminosas próximas ao capô. Essas assinaturas, assim como no i20 brasileiro, buscam formar de forma abstrata a letra “H”, em referência à inicial da Hyundai.
De lado, os para-lamas têm aparência musculosa por elementos saltados e vincos marcados. As maçanetas são rentes à carroceria e o caimento do teto flerta com um formato de cupê. Visto de traseira, o novo Hyundai Elantra (ou Avante, na Coreia do Sul, conforme mostram as imagens) é ainda mais ousado.

Há traços retos verticais e horizontais, além de uma profundidade central acima das lanternas que, novamente, remete ao compacto brasileiro. As lanternas, inclusive, também remetem ao “H” da marca em elementos retos, sem qualquer trabalho de lentes curvas – algo proposital para simular que tudo ali foi esculpido no aço.
Mais do que a ousadia visual, no entanto, o Hyundai Elantra 2027 também está maior. Ele passa a ter 4,77 m de comprimento (mesma medida de um Jeep Commander), 1,86 m de largura, 1,43 m de altura e 2,75 m de entre-eixos. Ou seja, ele cresceu 5,5 cm no comprimento, 3 cm na largura e 3 cm entre os eixos.

O interior, por sua vez, parece pertencer a outro veículo. Se o exterior é marcado por chapas retas e angulosas, a cabine recebe elementos cilíndricos no console central e na porção inferior do painel, além de linhas arredondadas no topo do painel e nas maçanetas. Mais uma vez, como no i20 brasileiro. Outra semelhança com o compacto está no volante, com a mesma identidade e ausência do logotipo da Hyundai. No lugar, aparecem quatro pontos que, em código morse, significam justamente a letra “H”.
Há luzes ambiente indiretas no painel e nos painéis de porta, e duas telas, embora alguns botões físicos tenham sido mantidos para funções essenciais. A central multimídia pode ter 12,9″ ou 14,6″, dependendo da versão, e tem o novo sistema da Hyundai batizado de Pleos Connect, com assistência via inteligência artificial. O quadro de instrumentos aparece como uma pequena tela próxima ao para-brisa, dispensando assim o head-up display.

Ainda entre os equipamentos, há sistema de som Bang & Olufsen, câmeras 360°, carregador de celulares por indução, portas USB de 100 W, 10 airbags, ACC, sistema de estacionamento autônomo, frenagem de emergência e assistente de manobras em marcha ré.
No Coreia do Sul, o novo Elantra (ou Avante) tem duas opções de motorização – nenhuma elétrica, e nem terá. A primeira mantém o conhecido motor 2.0 aspirado, que ganha 26 cv e chega aos 149 cv de potência.
A segunda opção é uma motorização híbrida do tipo HEV (ou seja, sem necessidade e possibilidade de recargas externas), que combina um motor 1.6 a um elétrico. Juntos, rendem 157 cv. Uma versão esportiva da divisão N pode acontecer, equipada com um motor 2.5 turbo, embora ainda não esteja confirmada.
