inédita Toyota Hilux elétrica aparece em testes no Brasil



Flagra publicado pelos colegas do BF///MS no Instagram denunciou algo que ainda não esperávamos: a Toyota já testa a nova geração da Hilux em sua inédita configuração elétrica no Brasil. As imagens foram feitas em Canaã dos Carajás (PA), no que parece ser ume estacionamento da mineradora Vale. Pode parecer uma Hilux convencional, não fosse um detalhe.

Ao olhar o lado esquerdo da Toyota Hilux de nova geração flagrada, percebe-se a presença da porta de carregamento para os sistema elétrico, à frente da porta do motorista. A única outra possibilidade com essa portinhola seria uma variante híbrida plug-in, mas a própria Toyota já admitiu que não tem planos para isso, focando nas variantes diesel, híbrida leve e elétrica globalmente.

Picape já foi vista na Argentina

Outro detalhe que chama a atenção é a camuflagem, com os numerais “999” e a estranha placa de caracteres vermelhos com fundo branco, similar ao usado na Argentina para placas temporárias. Curiosamente, o outro flagra que temos da Hilux veio do Argentina Autoblog, com uma unidade muito similar.

De acordo com os dados mais recentes, a nova Hilux terá início de produção previsto para dezembro de 2026, com lançamento comercial ao longo de 2027. A fábrica de Zárate (ARG) já iniciou treinamento técnico de funcionários e testes de componentes, indicando o avanço do projeto.




Foto de: autoblog argentina

Apesar de ser considerada uma geração totalmente nova, a nona encarnação da picape é na verdade uma grande reestilização da atual, evoluindo mais tecnicamente do que em tamanho. Isso se traduz na reutilização da cabine, mesma desde 2015, mas com novo visual interno e externo, que a aproximou de sua prima Tacoma.

Nas dimensões, são 5.320 mm de comprimento (na atual são 5.325 mm), 1.855 mm de largura, 1.845 mm de altura e distância entre os eixos de 3.085 mm, mesma medida da picape vendida hoje Visualmente, a picape também está mais alta, graças ao novo capô e caçamba, que deram maior linha de cintura a Hilux.

Por falar no design, a dianteira agora tem faróis mais finos, bem como a grade dianteira, que deixa de trazer o logo da japonesa para trazer o nome Toyota por escrito. Na elétrica, o para-choque dianteiro é mais fechado, enquanto nas picapes com motor a combustão a marca utiliza elementos com efeito colmeia, que lembram o Corolla Cross.




Foto de: Toyota

Já no interior, a mudança é completa, com novo painel mais retangular e inspirado em modelos maiores – e mais caros – da japonesa, como o Land Cruiser e sua prima Tacoma. A Toyota fugiu da tendência de eliminar botões físicos para as funções mais vitais, mas trouxe para a picape uma multimídia de 12,3” ao centro, em posição destacada, bem como um cluster de instrumentos digital de mesma dimensão, ainda que exclusivo das configurações mais refinadas.

A grande novidade da picape, no entanto, é a chegada de versões eletrificadas em toda a gama. Inicialmente, a nova Hilux chegará nas versões que mais tem volume, ou seja, com motores a diesel puros, mantendo o atual propulsor 2.8 turbodiesel de 204 cv e 50 kgfm, bem como o câmbio automático de seis marchas com conversor de torque.

Após algum tempo, quem chega é o sistema MHEV de 48 volts, que estará presente nesse mesmo motor. Os componentes são simplesmente integrados sem a necessidade de alterações no layout da motorização e são construídos para suportar condições operacionais adversas. Por exemplo, o novo motor-gerador elétrico está posicionado em uma altura suficiente para manter a capacidade de imersão em 700 mm.

O que você pensa sobre isso?

O motor aciona o motor-gerador elétrico (uma unidade síncrona de ímã permanente), que, por sua vez, carrega a bateria híbrida. Tal como outros modelos com esse tipo de eletrificação mais leve, ele não é capaz de mover sozinho a picape, apenas ajudando-a no consumo e emissões do diesel.

Por fim, a versão 100% elétrica muda tudo pelo qual a Hilux é conhecida até hoje, sendo um ponto fora da curva até mesmo entre os modelos de passeio da japonesa – já que a Toyota não é lá muito adepta de elétricos, focando mais em híbridos – possui motor duplo que obtém energia de uma bateria de íons de lítio de 59,2 kWh, com capacidade para cerca de 240 km de autonomia pelo ciclo WLTP. O motor dianteiro produz 21 kgfm de torque, enquanto o traseiro gera 27,4 kgfm.





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