Prefeitura de Santos cria programa de saúde mental com apoio e acolhimento para servidores no Setembro Amarelo


A Prefeitura de Santos oficializou a implementação de uma política permanente voltada ao cuidado emocional e à preservação da vida no serviço público. Nesse contexto, a publicação no Diário Oficial desta quarta-feira (23) instituiu o programa Servidores pela Vida, estruturado com foco em prevenção e posvenção do suicídio. 

A novidade, apresentada no período da campanha do Setembro Amarelo, busca romper tabus e oferecer suporte psicológico especializado a todos os profissionais que atuam nos órgãos da administração municipal.

Dessa maneira, a medida atende integralmente servidores de carreira, funcionários comissionados, colaboradores contratados e estagiários. 

O principal objetivo, portanto, consiste em estruturar ações educativas contínuas e oferecer intervenções precoces diante de sinais de vulnerabilidade extrema. 

Ao mesmo tempo, o decreto garante mecanismos institucionais de acolhimento nos ambientes profissionais em situações de crise ou ocorrências consumadas.

Equipe multidisciplinar e acompanhamento especializado

Para executar o plano, o município contará com o trabalho da Coordenadoria de Medicina do Trabalho, ligada à Secretaria de Finanças e Gestão. 

Assim, uma comissão multiprofissional atuará diretamente na identificação preventiva de gatilhos emocionais, no aconselhamento e na gestão do luto junto aos setores atingidos.

Além disso, as chefias imediatas receberão treinamentos práticos de escuta ativa e identificação precoce de sintomas de sofrimento mental. 

Segundo a gestão, essa abordagem sigilosa e sem julgamentos representa um avanço essencial para a construção de um ambiente corporativo saudável. Com isso, a Cidade garante apoio técnico sem constrangimentos para o trabalhador.

Estratégias de prevenção e posvenção no trabalho

De acordo com o decreto, a atuação dos profissionais está dividida em duas frentes fundamentais de atendimento no ambiente laboral. 

No campo da prevenção primária, a equipe conduzirá a criação de círculos de acolhimento, oficinas práticas de autocuidado, métodos para gerenciamento de estresse no cotidiano e rodas de conversa com especialistas em comportamento humano.

Por outro lado, o braço de posvenção atuará no suporte psicológico coletivo e individual às equipes fragilizadas por perdas repentinas. Além disso, irá trabalhar o combate ativo a estigmas e orientar a comunicação institucional cuidadosa. Evitando, assim, qualquer exposição indevida da vítima ou de seus familiares. 

Concomitantemente, os casos que demandarem acompanhamento médico aprofundado serão encaminhados de forma responsável aos serviços especializados da rede pública de saúde mental, com relatórios anônimos de monitoramento para a revisão contínua das diretrizes municipais.

Por fim, o município fica autorizado a firmar parcerias estratégicas com entidades do terceiro setor, organizações da sociedade civil e instituições acadêmicas reconhecidas na área de psiquiatria e psicologia. 

Consequentemente, o poder público reforça a rede de proteção aos trabalhadores, consolidando uma política de acolhimento humanizada que valoriza a integridade dos servidores no exercício de suas funções.

Source link


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *