Roteirista acusa Taylor Sheridan de PLÁGIO


O mega sucesso da televisão norte-americana Yellowstone tornou-se o centro de uma grande polêmica judicial. A roteirista Lauren J. Salkin abriu um processo contra o criador da série, Taylor Sheridan, acusando-o de plágio e alegando que a produção foi desenvolvida com base em um projeto apresentado por ela em 2016.

Segundo informações reveladas pela Variety, a ação foi protocolada e cita também a produtora 101 Studios, a Paramount Global e a empresa de gerenciamento Elevate Entertainment como rés. Procurados pelo veículo, os representantes dos citados não responderam de imediato aos pedidos de comentário.

De acordo com os documentos judiciais, Salkin afirma ter apresentado seu projeto de drama faroeste, intitulado Sovereign Nation, à Elevate Entertainment, que gerenciava a carreira de Sheridan, no ano de 2016. Na ocasião, a roteirista recebeu como resposta que o showrunner “não estava disponível para projetos de TV”.

Poucos meses após a recusa, a Paramount deu sinal verde para a produção deYellowstone, que estreou em junho de 2018.

“Sheridan, no entanto, não estava ‘indisponível para projetos de TV’. Em vez disso, ele e outros usaram obras protegidas por direitos autorais de Salkin para desenvolver Yellowstone, sustenta o documento.

O processo detalha diversos elementos criativos específicos que teriam sido copiados de Sovereign Nation. Entre os pontos destacados estão:

  • O uso de um cassino tribal como centro institucional de poder político e desenvolvimento econômico;
  • Um confronto marcante ambientado no escritório do presidente tribal dentro do cassino para debater a expansão do território;
  • O uso de terras em regime de trust, ausência de zoneamento e contratos de arrendamento de 99 anos como motores do conflito dramático;
  • A exibição recorrente de um “plano diretor” para dramatizar a disputa pelo controle de terras.

Além das semelhanças conceituais, a acusação destaca que Salkin havia sugerido em seu material original os atores Gil Birmingham e Danny Huston. Ambos foram posteriormente integrados ao elenco principal de Yellowstone em papéis com dinâmicas idênticas às propostas em Sovereign Nation:

Birmingham como o líder indígena que centraliza o poder no cassino e Huston como o especulador imobiliário externo.

O texto da ação conclui que a sobreposição de mecanismos narrativos, cenas paralelas e escolhas de elenco “não representa apenas convergências de um gênero compartilhado”, sustentando haver indícios consistentes de cópia intencional diante do acesso prévio ao material.

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