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Vice-prefeito de município do Rio é denunciado por forjar casamento para receber pensão milionária

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) solicitou à Justiça o bloqueio de bens de Hélio Luiz Fazoli, vice-prefeito de Trajano de Moraes, uma cidade na Região Serrana do estado, e de Adriana Canes Peçanha, sua ex-mulher. O motivo por trás do pedido é um esquema de fraude criado pelos dois para o recebimento de uma pensão milionária da tia de Adriana, que morreu em 2017.
Para garantir o benefício, Fazoli forjou uma união estável com a procuradora aposentada Ângela Marília de Moraes Peçanha. De acordo com as investigações, o vice-prefeito e a ex-mulher tiveram a ideia após se divorciarem, em 2013. No ano seguinte, o político oficializou a união estável com Ângela, que já era idosa na época. No entanto, Fazoli apenas solicitou o benefício ao Rioprevidência depois do óbito da procuradora, em 2017.
Para o MPRJ, o relacionamento nunca existiu, e a procuradora foi afastada aos poucos do convívio familiar. O pedido de pensão foi aprovado pela instituição e rendeu ao vice-prefeito um valor mensal de mais de R$70 mil ao longo de sete anos. No período de 2017 a 2025, o valor recebido por Fazoli gerou um prejuízo de R$ 4,6 milhões aos cofres públicos.
De acordo com o Ministério Público, parte dos recursos era transferida regularmente para a ex-mulher do político, como uma espécie de “mesada”. O órgão diz que o ex-casal conseguiu acesso ao benefício por meio de falsidade ideológica e simulação de vínculo de união estável inexistente. Fazoli e Adriana vão responder pelos crimes de estelionato qualificado e falsidade ideológica.